domingo, 17 de outubro de 2010

Noite para matar a saudade

Hermaníacos lotaram o pavilhão do Centro de Convenções (Recife), sexta, para ver o show da mini turnê dos barbudos mais queridos do rock nacional.

Foto: Rodrigo Lins/PE 360 graus

15 de outubro de 2010. Noite mais que esperada pelos fãs da banda Los Hermanos. Depois de 3 anos parados*, a expectativa era de uma noite grandiosa, de muita emoção. E foi exatamente o que se viu. A multidão invadiu o Centro de Convenções de Pernambuco, as filas já eram imensas bem antes da abertura dos portões. Nada espantoso, no entanto, se considerarmos as filas igualmente imensas nos dias em que começaram as vendas dos ingressos: uma procura massiva, cercada de boatos como gente acampando na frente da bilheteria ou ingressos esgotados em pouco mais de duas horas.**

Os fãs tiveram sua paciência testada na noite de sexta. A entrada só foi liberada às 21h, com muita desorganização. Lá dentro, comidas e bebidas  estavam caras (uma simples garrafa de 350 ml de água estava custando R$3!). O calor começou a causar transtorno a medida que o pavilhão enchia. Teve gente passando mal antes mesmo do show. A apresentação estava marcada para a 0h, o que gerou irritação em muita gente - especialmente em quem não estava sabendo disso. Passar três horas em pé, com um DJ tocando coisas que nem combinavam com o público é de doer. Além, claro, da falta de noção/educação de alguns que insistiam em avançar no meio da galera, tentando chegar mais e mais perto do palco. Esqueceram a lei da física que diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço...


Irritações à parte, quando Camelo, Amarante, Medina e Barba subiram ao palco, foi o êxtase. Gritos incessantes da multidão, esperando pelos mantras sagrados das canções do quarteto. A histeria coletiva foi tão forte que em alguns momentos ficava difícil ver ou ouvir o show, graças ao canto berrado e/ou os braços erguidos do público... [Coitado de quem é baixinho e foi pra esse show!]
Tocou-se o cânone dos Hermanos. Horizonte Distante, O Vencedor, Conversa de Botas Batidas e Último Romance são apenas alguns dos inúmeros hits tocados na noite. O setlist foi concentrado nos CDs Ventura e 4, os dois últimos lançados pela banda. Nada do (já algo velho) primeiro CD, exceto no bis, quando rolou a imploradíssima Pierrot, introduzida por um trecho do Vassourinhas, já uma tradição da banda quando toca por aqui. 

Durante todo o show, gritos, lágrimas, emoção à flor da pele. Nada de novo, como disse Hugo Montarroyos do Recife Rock. Mas há de se convir: quem estava lá não esperava nada de novo. Queria ver mais do mesmo e soltar a garganta, matar a saudade que tanto castigava e que não aguentava mais ser acalmada à base de bandas cover - apesar de Esquadros e Los Hermanos Cover conseguirem performances respeitáveis. E além do mais, o show valeu muito por matar a saudade de algumas músicas que andavam "esquecidas" das covers.


Apesar de fã, admito que o show teve seus defeitos, como três quedas no som bem no meio das músicas, além de outros já mencionados. Mas fazer o que? Rever os Hermanos no palco compensou essas picuinhas. Agora, é esperar [de preferência, não muito] por um retorno de verdade dos caras, com CD novo e tudo. E aí, já começaram a reza, Hermaníacos?


*Desconsiderando-se a apresentação no show de abertura para o Radiohead, em 2009
**Sobre os boatos, alguns chegaram à imprensa, como o de pessoas acampando no dia anterior para garantir ingresso. Outros, correram livremente pela internet, como o dos ingressos esgotados.
***A carência de fotos deve ser compensada se eu conseguir imagens com a galera na internet...




- x - x - x - 



Recuperado da canseira infernal que se abateu sobre mim pós-show.


Ah, e antes de fechar este post, uma denúncia: os taxistas estavam puro desrespeito na saída do show. Muitos passavam direto, ignorando todos os pedidos de parada, por mais desesperados que fossem - e não era por que estavam com clientes fechados via teletáxi. E alguns seguem praticando uma tática no mínimo criminosa: só aceitam corridas para o destino mais distante possível. Chegamos a presenciar o absurdo de um taxista se negando a levar um rapaz para Boa Viagem - corrida essa que lhe renderia uma boa grana, com certeza! O taxista queria o que? Que alguém chegasse dizendo "moço, o senhor me leva ali em Maceió"? Putz! Muitos taxistas estavam pegando passageiros na esquina da entrada de Campo Grande, pouco antes da Nordeste Segurança de Valores.

7 comentários:

Rebecca Diana disse...

Só me diz uma coisa: que hora foi essa que tocou "horizonte distante"? Você tava mesmo lá? Tem certeza que vc foi? Ou era eu que estava distante? Finalmente, o que você bebeu?

Wesley Prado disse...

Menina, quanta agressividade!
Agora que você mencionou, admito que errei. Confundi Horizonte Distante com O Vento. Sempre tive essa dislexia musical com relação a essas duas.
E tu, Becca, que foi que bebesse? :D

Rebecca Diana disse...

kkkkkkkkkk
Parte do comentário foi meu e outra parte de Caio.
Respondida a pergunta?!
kkkkkkkkkk

Rebecca Diana disse...

Ahhh
Tb tenho essa dislexia musical, mas como "horizonte" era uma das, ou melhor, a que mais queria houver ao vivo, percebi.
.
Esse negócio de ter que colocar essas letrinhas p postar o coment é chato....heheh

Caio Viana disse...

Também acho muito chato. Tira isso! E cá entre nós: nostalgia à parte, que evento desorganizado da porra! Saiu até uma matéria na Folha comparando esse show com o de Black Eyed; dois opostos.

Wesley Prado disse...

Eu só deixo a verificação - as letrinhas chatas - pra garantir que certas pessoas não venham aqui e me esculhambem gratuitamente.
Acreditem, essa defesa é necessária... Já passei por cada uma...

Caio Viana disse...

Mas isso espante possíveis outros comentaristas do blog. As pessoas tem preguiça de usar tais letrinhas... internet é foda!

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