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sábado, 15 de setembro de 2012

Fito 2012 - Deslumbramentos e incômodos

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Recife está recebendo nesse final de semana o Festival Internacional de Teatro de Objetos, o Fito. Pela segunda vez na cidade, o festival traz um tipo de teatro que pode até causar certo estranhamento de início, mas que logo conquista pela sutileza e criatividade. Na verdade, estranho é se causar algum estranhamento, já que o tal teatro de objetos é algo que todos nós já fizemos um dia, em nossas brincadeiras de infância: usar objetos absolutamente comuns para encenar uma história, dando-lhes características especiais. Quando pirralho, por exemplo, eu tinha o péssimo hábito de brincar com um daqueles pegadores de macarrão (acho que servem pra salada também), transfigurando-o num monstro colossal que aterrorizava e devorava pobres soldadinhos verdes (sabe aqueles de Toy Story?), super-heróis de plástico e bonecos de Comandos em Ação.

Mas voltando ao que interessa, ao #Fito2012, pude assistir a dois espetáculos (lembrando que é tudo de graça, hein?). O primeiro deles foi "Assalto", da Cie. Bakelite. Raras vezes eu pude ver tanta criatividade num curto espaço de tempo e de forma tão simples. Como o nome já diz, "Assalto" conta a história de um grande golpe que poderá tornar milionários dois bandidos de rua. A história é mirabolante, com direito  a escalada de prédio, assassinatos, arrombamento de cofres e tudo mais que uma boa trama do tipo merece. Se isso já não fosse motivo suficiente para assistir a peça, "Assalto" ainda conta com um bom humor fantástico, com momentos simplesmente hilários.

Cena de "Assalto", da Cie. Bakelite
O segundo espetáculo que tive oportunidade de conferir foi "Transporte Excepcional", da também francesa Beau Geste. O dançarino Phillippe Priasso contracena com uma retroescavadeira num inusitado dueto homem-máquina. A coreografia é no mínimo emocionante e nervosa. A máquina parece ganhar alma enquanto o espetáculo se desdobra, a um ponto que ela passa a ser, na cabeça de quem assiste, uma criatura tão viva quanto seu par. Fora que ver um homem suspenso no ar por uns 10, talvez 15 metros, sem nenhum cabo ou rede de proteção, é desafiador ao extremo.

Incômodos - Claro que como qualquer evento que se preze, o Fito não passaria sem pequenos chatices que poderiam ser evitadas. A primeira delas se refere a organização das filas. Acho muito improvável que algum recorde de furar filas não tenha sido quebrado hoje. É tanta gente querendo ver as atrações do festival e tão pouca delimitação de espaço que as filas das cinco salas acabam se tornando uma grande confusão pra quem chega ao Marco Zero. Nada que com um pouco de pergunta aqui, pergunta ali não resolva. Mas caramba, custava ter gasto um pouco mais na produção do evento pra criar  uma estrutura que organizasse nesse ponto? É uma coisa tão caótica que quando você sai da bilheteria e corre pra (outra) fila da respectiva sala, a impressão que dá é que você deve ter perdido uns 10 a 15 lugares na sua frente. Tipo, ninguém que estava na ordem da bilheteria ficou na mesma ordem da entrada. 

Outro problema, bastante notável em alguns trechos de "Assalto" e menos em "Transporte Excepcional" é a sensação de problemas no vídeo, no caso da primeira, e de áudio, no caso da segunda. "Assalto" tem vários trechos falados em francês, com uma tradução exibida em vídeo (e por vezes errada, perceptível até pra quem tem um nível ridiculamente básico de francês, como eu). O problema é que em houve trechos em que o ator falava alguma coisa e o telão ou não mostrava nenhuma palavra ou estava visivelmente atrasado em relação à fala do ator. Nada que comprometa demais o entendimento, mas irrita mesmo assim. Já "Transporte..." tinha transições de áudio que acompanhavam pequenas mudanças na coreografia, e durante essas transições, parecia que havia um enorme buraco entre as músicas. Não sei se esse silêncio é intencional ou se foi falha mesmo do sistema de som. No segundo caso, é algo pra organização corrigir bem depressa, do tipo "pra ontem".


Dicas de sobrevivência
Aqui vão algumas dicas baseadas na minha experiência de hoje no Fito. São poucas, mas creio que serão úteis.

-CHEGUE CEDO! As filas são enormes, parecia mais que ia ter show de Nação Zumbi com retorno de Cordel do Fogo Encantado. Se você for para ver algum espetáculo específico, CHEGUE MAIS CEDO AINDA! As salas tem vagas bem limitadas - a 5, onde assisti "Assalto", tem algo em torno de 130 lugares - e o risco de você perder o que quer ver pela quantidade exagerada de público pode frustrar seu fim de semana.

-A dica acima vale também com relação a fila da entrada nas salas. Chegando mais cedo, você aumenta a sua chance de ficar mais na frente na hora de entrar, pegando lugar nas primeiras filas. Quando assisti "Assalto", fiquei lá pela quinta fila, o que tornou certos trechos da peça impossíveis de assistir a menos que se ficasse em pé, pois eram realizados no chão do palco - e convenhamos, depois de passar quase hora numa fila, ainda ter que ficar em pé pra poder ver uma peça é meio demais, não é mesmo?

-Nas atrações exibidas em praça pública, procure alternativas. Para assistir "Transporte...", por exemplo, eu fiz uso pela primeira vez na vida do maloqueiro style e subi naqueles batentes da Associação Comercial de Pernambuco - também conhecido como aquele prédio entre o Santander Cultural e a antiga bolsa de valores (que agora também é um centro cultural vinculado a algum banco, mas o branco na memória aliada a preguiça me impedirão de procurar no Pai Google a resposta. Façam essa forcinha aí e descubram, beleza? ;P). Outras pessoas que estavam junto a grade que separava o público da área da exibição [evitando que as pessoas fossem atingidas pelos giros do braço da retroescavadeira], com orientação do apresentador do festival, sentaram-se no chão, o que não só as acomodou um pouco melhor como permitiu a quem estava atrás conferir sem o tradicional "quebra-pescoço". O negócio é não assistir de qualquer jeito nem atrapalhar os outros.


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terça-feira, 5 de junho de 2012

5 sabores da Itália na capital paraibana

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Para quem estiver em João Pessoa nesta quarta (06/06), a dica é o lançamento do livro 5 Jantares - Um Histórico de Famílias Italianas na Paraíba, dos jornalistas Felipe Ramelli e Maria Lívia Cunha. O debut será no restaurante Famiglia Muccini (Av. Navegantes, Tambaú, João Pessoa), a partir de 19h30. Para a noite de lançamento, haverá um cardápio exclusivo, a R$ 29,90, com degustação dos pratos do livro, mais sobremesa.

O livro é uma experiência de jornalismo literário, que foi o trabalho de conclusão dos autores no curso de Comunicação Social - Jornalismo, na Universidade Federal da Paraíba. Resgata de forma romanceada a memória das famílias Grisi, Perazzo, Di Lorenzo Marsicano, Magliano e Faraco através dos depoimento dos ítalo-paraibanos. Além dos relatos, o livro também traz receitas culinárias italianas, com modo de preparo e tudo. O livro pode ser adquirido no evento e custará R$ 30 - só será aceito pagamento em dinheiro.

Para mais informações sobre o livro - inclusive todos os percalços para produzi-lo - visite o site 5 Jantares Making-of.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cine PE 2012 - Surpresas pessoais e decepção

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Na minha primeira e única noite de Cine PE 2012 - vários problemas me impossibilitaram de conferir o festival desde sua abertura, dia 26 de abril - o saldo foi... levemente positivo. Não é nenhum segredo que desde o primeiro dia, o festival vem se "queimando" por conta de várias falhas técnicas, que além de impedirem ou atrapalharem as projeções, causam transtornos por conta de mudanças na programação - uma tentativa de compensação para quem compareceu e não assistiu o que queria. Domingo, não foi diferente, mas vamos adiar um pouco essa parte...

Cheguei atrasado à sessão de Xingu, de Cao Hamburguer, exibido gratuitamente, às 16h. Meia hora de atraso, pra ser mais exato. E foi impressionante como, mesmo entrando de gaiato no navio, o filme conseguiu me marcar de forma boa. Mais um filme que prova a capacidade do cinema brasileiro.

Depois, foi a vez dos curtas. O documentário Di Melo - O Imorrível, de Alan Oliveira e Rubens Pássaro, foi o melhor da noite, com certeza! No meu caso, em particular, foi marcante por conhecer um pouco mais do pernambucano que sempre escuto no meu estágio, por conta da minha querida supervisora e amiga Micarla, que dentre as músicas de sua playlist, sempre põe Kilariô (ouça aqui). A empatia foi automática. O personagem é divertidíssimo e tem uma história marcante, como todas as "histórias de perdedor". Arretado!

O paraibano As Folhas foi o mais fraco dos três. Pareceu-me um filme feito nos corredores de algum curso de cinema, sem grandes acabamentos. O próprio diretor, Deleon Souto, reconheceu, em breve discurso de apresentação do filme, que era uma início de experiência cinematográfica. Apesar de uma temática até legal, porém já meio gasta (afinal muitos filmes têm se inspirado no Espiritismo nos últimos anos), não convenceu e levou aplausos burocráticos dos presentes.

O último curta, Cesar!, Gustavo Suzuki, foi anunciado como uma comédia sobre um nerd e seus amigos, num plano de vingança contra um playboy valentão da escola. Foi bem legal, mas não provocou metade do riso que eu esperava. Apelou demais para palavrões e situações absurdas. A maioria deve ter aprovado, visto os urros de riso durante a projeção, mas pra mim, sobrou apenas um riso meio amarelo. Mediano.

Alaíde (Hermila) e Hiroito (Daniel), em cena "romântica"
Para fechar a noite, o longa Boca, de Flávio Frederico, contando a história de Hiroito Joanides, famoso bandido da região da Boca do Lixo, zona de prostituição do centro de São Paulo. Ambientando nas décadas de 50 e 60 e com Daniel Oliveira e Hermila Guedes no elenco, o filme estava pra lá de interessante quando a projeção simplesmente parou, o barulhinho do projetor também, e logo todas as luzes do teatro foram acesas. Todos no local estava visivelmente consternados, sem entender nada do que acontecia. Eis que o produtor do filme sobe ao palco e explica: houve um erro na montagem do filme. Dividido em 6 rolos, o filme pulou do terceiro para o sexto rolo. Como era algo que poderia levar muito tempo para ser consertado, preferiu-se pela não exibição.

Ele ainda arriscou um "quem quiser esperar, vamos ver no que dá", ou algo assim, mas quase ninguém ficou para ver no que daria. Evasão quase completa dos quase 3 mil espectadores. A saída para resolver o impasse foi reexibir o filme ontem, em sessão gratuita.

Foram tantas alterações como esta na programação, por motivos semelhantes - ontem foi a vez dos curtas terem problemas... -, que o Cine PE sai meio manchado este ano. Para 2013, é bom que a organização do festival se afine para que problemas como os desta edição não se repitam. Quase todos os dias algum filme saiu prejudicado! É um desrespeito com público e realizadores. Torço para que ano que vem, o Cine PE seja melhor.

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Wesley Prado é recifense, leonino, quase jornalista e nostálgico. Lembra da queda do Muro de Berlin. Simplesmente louco por quadrinhos, RPG, livros e cinema. Criador do Caixa da Memória, mas humilde demais para querer ser chamado de deus ou papai.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

[Deu na Mídia] Apatia foi a marca do Pré-AMP

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Texto publicado no Jornal do Commercio, Caderno C, do dia 31/01/2012

AD Luna
ad.luna@gmail.com
Especial para o JC

SELECIONADOS Babi Jaques está entre os melhores grupos.
Imagem: Divulgação
Durante três dias - entre a quinta e o sábado passados, no Pátio de São Pedro –-, 18 novas bandas pernambucanas disputaram o direito de participar da segunda e última fase do festival Pré- AMP, que acontece nesta quinta, na Rua da Moeda, a partir das 21h. Foram classificadas Babi Jaques e os Sicilianos, Araçá Blue, Aliados CP, Euqrop - as quais contaram com o voto de uma comissão julgadora (da qual este repórter fez parte) - e Sagaranna, que se classificou pelo voto popular.

Para escolher as melhores de cada noite, foram levados em conta a execução, a originalidade, performance, o profissionalismo e a estética apresentados pelos artistas.

Se fôssemos avaliar como anda a qualidade da nova cena musical recifense, utilizando-se como parâmetro os critérios citados acima aplicados a um quadro geral dos shows vistos no fim de semana, a conclusão do diagnóstico seria: preocupante!

Com exceção das seis bandas escolhidas para disputar a segunda fase da competição musical (e, mesmo assim, com ressalvas), boa parte dos grupos não mostrou nada de novo em sua musicalidade, abusou de clichês estéticos, não teve preocupação em relação à qualidade do som que era ouvido pelo público, nem com a organização do repertório, comunicação com o público e alguns até pareciam que iam dormir no palco, tal era a apatia e o conservadorismo comportamental (a popular caretice) apresentados.

Há músicos com mais de 50, 60, 70 anos demonstrando ter bem mais vontade, motivação, ousadia e até mesmo virilidade do que parte da molecada de 20 e poucos anos que empunhou seus instrumentos no Pátio de São Pedro.

Fora a questão da originalidade (item realmente difícil de ser alcançado tanto por artistas novos quanto pelos experientes), com um pouco de atenção os outros problemas podem ser sanados sem muita dificuldade pelos grupos. Sabemos que não é tão simples assim, mas é importante que pelo menos em apresentações consideradas relevantes se leve um técnico de som que conheça a música da banda. Uma equalização mal feita pode reduzir a pó um grande show.

Tocar bem é importante, mas saber executar com alto grau de virtuosismo todas as lições aprendidas em aulas no conservatório ou retiradas de métodos da Berklee não é garantia de excelência musical. Muitas vezes, simplicidade e criatividade impressionam e funcionam bem mais. Exemplo disso é The Edge, guitarrista do U2. Ele está longe de ser um virtuoso, mas conseguiu criar uma linguagem tão própria e singular que conseguimos identificar seu estilo até em Marte.

Por fim, é um ótimo exercício tentar tocar com entusiasmo, mesmo quando se está diante de pouca gente. Com essa prática, é possível que a banda comece a se destacar mediante o boca a boca produzido pelos gatos pingados que a assistiram. O negócio pode virar uma bola de neve e, já marcada pela prática da animação constante, provavelmente a banda pode se dar bem em palcos grandes e diante de milhares de pessoas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Foi dada a largada para o Oscar

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Jennifer Lawrence, a Mística de "X-Men: Primeira Classe" e estrela do aguardado "Jogos Vorazes", e Tom Sherak, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, durante o anúncio dos indicados. Imagem: site O Globo
E finalmente temos a lista divulgada esta manhã pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood para o Oscar 2012. Nenhuma surpresa nas indicações, como O Artista, Os Descendentes e Histórias Cruzadas (um dos que primeiro recebeu a faixa de "vai pro Oscar", no fim do ano passado). Porém, algumas ausências nas categorias principais, como o badalado Precisamos Falar sobre o Kevin, que nem aparece na lista, e o excelente Tudo pelo Poder, indicado apenas para roteiro adaptado. Até mesmo Drive passou em branco, pelo menos na categoria de melhor ator, pela tão comentada performance de Ryan Gosling (igualmente ignorado em Tudo pelo Poder).

domingo, 20 de novembro de 2011

Lobão e o "Lollapalooser"

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Depois do barraco no palco e nos bastidores entre Peter Gabriel e Ultraje a Rigor na edição 2011 do festival SWU (veja aqui no Smooth Criminal, blog da nossa colaboradora Débora "Beeb" Leão), 2012 já promete mais confusão. Agora, o alvo é o Lollapalooza, festival famoso nos EUA, criado por Perry Farrell, vocalista do Jane's Addiction, e que terá sua primeira edição brasileira no ano que vem. E quem está disparando os petardos contra o Lolla é ninguém menos que Lobão.

Convidado para tocar no Lollapalooza made in Brasil, Lobão recusou lindamente a proposta ao saber que as bandas brasileiras, independente de quão famosas sejam, só poderão se apresentar entre 10h e 15h. Motivo: não misturar artistas brasileiros, nem mesmo fisicamente, com os estrangeiros. Oi?!?! Que tipo de festival é esse que segrega os artistas intencionalmente? Por outro lado, o quanto dessa indignação é realmente necessária? Haveria mesmo esse apartheid do rock, como Lobão está chamando, só por conta dessa escolha de horários para os brasileiros?

Deixo vocês com o próprio Lobão, num vídeo onde ele meio que inaugura uma campanha de boicote dos artistas e do público brasileiro ao Lollapalooza.

A pergunta é: onde que isso tudo vai dar? Mais nos próximos capítulos...


Wesley Prado é recifense, leonino, quase jornalista e nostálgico. Lembra da queda do Muro de Berlin. Simplesmente louco por quadrinhos, RPG, livros e cinema. Criador do Caixa da Memória, mas humilde demais para querer ser chamado de deus ou papai.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fotografia - Exposição 2x Alexandre

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Fotógrafos ou apenas amantes desta arte contam com mais um programa de fim de semana para curtir: a exposição 2x Alexandre, que fica em cartaz até o dia 20 de novembro de 2011 na Galeria Arte Plural, bem no coração do Recife Antigo, na Rua da Moeda. A curadoria é assinada por Simonetta Persichetti, um dos maiores nomes da fotografia no Brasil. 


Os dois Alexandres em questão são os fotógrafos Alexandre Siqueira, do Pará e o recifense Alexandre Severo. Siqueira é formado em arquitetura na UFPA e atua como professor há algum tempo e está expondo o seu trabalho com moradores de Nazaré do Mocajuba, pessoal e fruto de uma pesquisa visual entre os anos de 2004 e 2005.


O suporte usado por Alexandre Siqueira é maravilhoso e bem criativo. As imagens dos moradores estão expostas em toalhas, redes, lençóis e demais artigos feitos a mão pela comunidade retratada na imagem, uma forma maravilhosa de dialogar com o público e transpor as barreiras da imagem em papel, o formato mais tradicional usado. As imagens impressas nos panos de produção artesanal são mais uma forma de dialogar imagem e retratados, uma junção perfeita que funcionou bastante.


O segundo Alexandre e não menos importante é o querido Alexandre Severo, conhecido do público leitor de jornal em Pernambuco por seu trabalho no Jornal do Commercio. Formado em publicidade e finalizando a graduação superior em fotografia, Severo expõe imagens do seu trabalho Os Sertões, produzido para um caderno especial do Jornal do Commercio, ganhador do prêmio Esso de fotografia. O caderno foi produzido em uma homenagem aos 100 anos de morte do autor de Os Sertões, Euclides da Cunha, com texto da repórter Fabiana Moraes.


Não deixem de conferir, vale a pena ver o trabalho destes excelentes retratistas.


Serviço
Exposição 2x Fotografia
Onde: Galeria Arte Plural, Rua da Moeda, Recife Antigo
Quanto: entrada gratuita
Quando: até o dia 20 de novembro de 2011, das 13h as 21h

Alexandre Severo, 2x Alexandre

Alexandre Siqueira, 2x Alexandre


Lidianne Andrade é uma Pernambucana casada com o jornalismo, de caso com a fotografia e com amantes bem presentes, as séries de televisão. Ando de mãos dadas com as artes plásticas e dou uns beijos no webjornalismo, mas nada muito sério.