domingo, 19 de dezembro de 2010

Mágico até o fim

Sétimo filme de Harry Potter dá início ao fim de mais de 10 anos de aventuras do bruxo adolescente mais famoso do mundo.




No início, havia apenas um garotinho com uma cicatriz, personagem de um livro meio infantil de capa bobinha, criado por uma professora de inglês à beira da falência. Hoje, 13 anos depois, uma legião de fãs, muitos milhões de dólares na conta daquela professora e um marco na cultura pop. Esse seria um curto resumo do foi (e ainda é) o fenômeno Harry Potter, o bruxo mais querido da literatura.


Harry Potter (ou HP para os íntimos) foi criado por J.K. Rowling, professora de inglês que, aos 32 anos, desenhou um novo universo de fantasia contemporânea, que inspiraria outros sucessos posteriores - como exemplo mais recente, temos os cinco volumes de Percy Jackson, do escritor Rick Riordan - e conquistou uma legião de fãs com uma história que começou simples, bobinha mesmo, e que foi se adensando e se tornando cada vez mais detalhada, com planos tão bem armados que duvido que ela tenha chegado ao último volume sem ter pensado nas soluções da trama uns 4 anos antes de escrevê-las.


Capa do sétimo livro de HP
Deixando o sucesso literário meio de lado, já que não é sobre os livros que vamos tratar aqui, desde de 19 de novembro que nós, brasileiros, podemos curtir Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1, o início do fim da história de HP. Depois de seis filmes de produção milionária, o que foi responsável por boa parte do sucesso da franquia, temos o último volume da saga dividido em duas partes. Decisão muito sábia da produção, uma vez que, além de lucrarem mais e por um tempo mais dilatado em relação aos livros (o volume 7 foi lançado em 2007 e desde então, tem-se feito tudo para sugar dinheiro da obra de J.K. Rowling), ainda garante uma melhor transposição para as telonas, já que não há desculpa para um livro espremido num roteiro menor. Com os dois filmes de as Relíquias da Morte, a Warner Bros agradou fãs e investidores, ou seja, um ótimo negócio.


Sim, eles estão beeem crescidinhos. E pensar que você os viu  molecotes, não?
Bem, o que dizer de um filme que metade do planeta já deve ter assistido? (isso que dá uma sobrecarga no estágio e o cansaço acumulado... termino sem atualizar este blog decentemente...) O filme é lindo, como todos da franquia, com todos os cuidados possíveis nos cenários, figurinos, efeitos, e, principalmente, roteiro. Harry Potter está lá, na reta final de sua saga tão tortuosa, e não decepciona nem um pouco. Nem a atuação chinfrim de Daniel Radcliffe - me desculpem os fãs mais ardorosos, mas ele é um ator bem ruinzinho. Melhorou muito desde pivete, mas ainda ruim - não consegue detonar o filme. Rupert Grint, o Rony Weasley, está bem sumido nesse filme, graças a uma boa passagem no livro em que seu personagem se separa do grupo. Algo legal, e nisso concordo com o Rodrigo Carreiro do Cine Reporter, pois ele, como "centro de humor" da trama, ficaria deslocado no clima tão sombrio que permeia o longa.


Três filmes atrás e esse sangue todo nem entraria!
Já Emma Watson continua uma gracinha, com certeza uma aposta para o futuro, mas que, na minha opinião, parece ter levado o papel "nas coxas" - sabe aquele tom de "é a última vez que vou interpretar esta personagem irritante, que me impediu de mexer no meu visual durante quase dez anos, agora vou fazer de qualquer jeito"? Não que eu não goste de Hermione, ou que ache Emma uma atriz ruim, longe disso (pra mim, dos três, ela é que leva mais jeito pra coisa), mas ela não está com o mesmo gás dos outros filmes. Bem, talvez seja só impressão minha. Ou talvez ela realmente não estivesse mais aguentando a personagem... (a foto abaixo é um tanto reveladora)


Emma Watson e seu visual anti-Hermione
O que achei mais legal nesse sétimo-porém-não-último HP é que a história ficou tão bem amarradinha ao longo do filme que você não desgruda o olhar da tela em momento algum, sua atenção fica (e deve ficar mesmo) pregada no filme, senão a viagem terá sido feita pela metade. E um filme de HP em que se viaja apenas pela metade é um desperdício... O final deixa um gostinho de quero mais que eu não tinha desde Senhor dos Aneis, embora ache que foi um pouquinho de nada brusco. Tudo bem, melhor ter mais um filme de HP do que dar adeus a saga já de agora. Afinal, por mais que o time de detratores de Harry Potter seja grande - eu mesmo fazia parte desse time até criar coragem para ler A Pedra Filosofal e seguir adiante - temos que considerar que muita gente - muita mesmo - cresceu lendo/assistindo HP, encantados com elementos de fantasia que, mesmo que não totalmente originais, eram tão bem reestruturados e narrados de forma tão cativante que não havia como fugir do seu apelo. E o melhor, isso repercutia, levando esse leitores a buscar novas obras, e os espectadores a buscar os livros e assim o círculo continuava. Por mais que alguém odeie J.K. Rowling e sua maior criação, tem-se que admitir a sua contribuição para a cultura pop atual.

Mas que...? Só assistindo pra entender...
Varinha quebrada - alguns cenas soaram algo como "por que raios fizeram isso?", como por exemplo a cena em que a horcrux do medalhão é aberta e Rony é atormentado por uma ilusão, não havia nada no livro sobre uma cena (bem discreta, por sinal) de nudez entre Harry e Hermione. Em outro momento, quando Rony está sumido e Harry e Hermione estão já um pouco cansados das viagens, Harry toma Hermione pelas mãos e eles começam a dançar, no maior clima de paquera! Sério, foi no mínimo, troncho! Outra coisa que também incomodou é que, devido ao excesso de autoreferências e personagens envolvidos no último livro, muitos do elenco fazem aparições relâmpago que parece até descuido de roteirista/diretor, mas é algo perdoável, pelos motivos já explicados.


Se você ainda não viu o filme - e olhe que ainda tem muitas salas disponíveis para isso - fica a dica: se não leu o livro, vai ficar boiando mais que a média. É que Relíquias da Morte parece que foi desenhado para fãs, daqueles bem secões, que sabem decoradas todas as páginas da saga. É legal pela questão de amarrar a história, mas é péssimo se você pensa nos não fãs que ficarão perdidos se quiserem arriscar o filme. Whatever.


Agora, é esperar pelo mês de julho do ano que vem, quando será a estreia de As Relíquias da Morte - Parte 2, que dará, então, o desfecho a mais de dez anos de aventuras de Harry Potter e seus amigos. E prometo que vou postar esse filme no tempo certo, tá combinado?


Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 1
NOTA: 8.0/10



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