terça-feira, 24 de maio de 2011

[Psicotrópicas] Estela na Janela

Uma janela bastou para matar-lhe o banzo.
Ali, pequena, em seu microcosmo, ela surgia
Estela em vestes brancas, esvoaçantes,
ainda mais misteriosa e interessante

Ele sorriu sozinho, tal menino pequeno,
ao ver o sorriso dela, lindo como sempre,
enchendo seu coração de boas lembranças

A única coisa que ainda o chateava,
naquela noite fria de outono,
era o fato de que ali, alçada na janela,
Estela ainda permanecia tão longe...

Não diria-lhe palavras doces e quentes em seus ouvidos...
Não se aqueceriam, recostando-lhe ao seu corpo...
Não satisfaria o desejo imenso de tê-la...

Mais perto...

Mais perto...

Mais perto...

Ah, se ao menos fosse mais sagaz
(ou mais louco)
já teria declarado seu amor em fogo a ela!
Não seriam apenas molduras de sonho,
prospectos de gozo enluarados...

Teria consigo a celeste fêmea
por quem viveria e morreria,
Aquela que sempre lhe conduziu os sonhos

Mas não era louco. Muito menos sagaz.
Estava condenado a observar de longe
a estrela pousada na janela
Desejando Estela eternamente...

Mais perto...

Mais perto...

Mais perto...

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